A farsa do vendedor

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A farsa do vendedor

Mensagem por Felps em Qua 20 Ago 2014, 23:15

20/08/2014 - Portugal, Mercado

Felps está com sua namorada, Andressa, em um mercado perto de sua casa, ambos estão fazendo as compras do mês. Felps está com uma camiseta escrito “ás de espadas” com o naipe no centro (que pode ser encontrada em www.lojavll.com.br), uma bermuda branca e os óculos escuros que comprou do cigano no PPV, os óculos eram rosa quase roxo na parte “interna” e pretos na parte “externa”, claramente femininos, mas como o cabelo de Felps escondia quase toda parte rosa, ele usou de qualquer maneira. Eles eram bonitos isto não podemos negar, eram femininos, mas eram bonitos, porem desde o dia da compra, Felps sente um desconforto em sua cabeça.

Isto deve estar me apertando – pensou o brasileiro.

Ele também pensou em xingar muito o vendedor, mas ele lhe deu um produto bom, de marca, femininos, mas de marca. Na mesma hora que Felps pensava isto, ouve-se um barulho, Creck, e seus óculos despencam de seu rosto, no chão víamos, os óculos separados em 3, simplesmente as duas “pernas” se desprenderam da parte principal, isto é ridículo, pareciam ter um sistema de ejeção. Felps abaixa-se para pegar os óculos e quando pega a parte das lentes, ambas se desprendem. Felps ri-se, olha bem e observa que aquilo foi colado com cola escolar.

Felps: Maldito! (Felps fala baixo)

Andressa: Fê, vamos, já peguei as coisas.

O lutador levanta-se e vai para perto de sua futura cônjuge.

Andressa: Onde estão os seus óculos femininos? (A frase é acompanhada por um pequeno riso)

Felps: Não quero falar disto vamos logo para casa.

20/08/2014 – Portugal, Casa de Felps

Felps ao entrar dirige-se diretamente a um estúdio de gravação que ele mandou construir para vídeos da VLL. Ele gosta de chamar de escritório, pois é seu local de trabalho, mas isto não faz diferença. O local não é muito grande, tem um tripé com uma câmera no centro da sala, as paredes são recobertas por um papel de parede listrado, preto e cinza, porem a exceção é uma que está inteiramente verde, claro que se trata de um chroma key. Atrás da visão da câmera, existe um computador, umas caixas com produtos de merchandising e algumas bugigangas como microfone, holofote e uma réplica do seu antigo título de parceiros de guerra, pendurado na parede, ao lado haviam outros suportes sem títulos, podendo indicar que o brasileiro quer ainda mais algum para expor.

Felps senta em uma cadeira em frente ao computador e coloca os óculos na mesa.

Andressa: Felipe Andrade, venha me ajudar a colocar as compras no armário!

Felps: Já vou, Mãe. Quero dizer, Drê, vou só fazer algo da VLL.

Felps levanta-se dirige-se a porta e fecha-a, agora a sala está totalmente vedada, o isolamento acústico não deixa nenhum som entrar ou sair. Ele volta a sua cadeira e tenta se lembrar do que aconteceu no PPV.

"Felps estava prestes a entrar no combate, a luta estava pegando fogo, o psicopata La Sombra estava a confrontar Kizua, o público estava gritando, ele adorava aquele ambiente, foi que então a contagem iniciou. 10...9...8...7...6...5...4...3...2...1! Felps aguardava ansiosamente sua música.

Porém o que foi ouvido foi outro tema bem diferente de “Hero”, e era Pascoal, Felps ficou confuso e foi falar com um homem da staff, que elegantemente estava com um terno. Ele disse a ordem e que Felps não estava, Felps disse seu número e iria provar com sua bolinha, porem esta não estava com ele. Felps começa a entender o que ouve e diz que tem que estar no combate, ele aponta o nome de Disco Fox e diz que vai entrar no lugar deste.


Felps: ninguém gosta muito dele, mesmo.

O staff conversa pelo rádio com outros homens e decide que Felps entrará no lugar de Disco Fox, Felps fica aliviado e já se prepara novamente para entrar."


Felps encaixa tudo o que ocorreu e percebe que tem que ter uma luta contra este tal de Pacoal. Ele vai gravar um vídeo, mas Andressa abre a porta.

Andressa: Preciso de você agora!

Felps então tira uma foto dos óculos quebrados e manda uma mensagem pelo Twitter, saindo imediatamente para ajudar sua namorada.
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Re: A farsa do vendedor

Mensagem por Kid em Seg 25 Ago 2014, 09:46

Grande agitação numa manhã de feira de uma zona periférica de Lisboa. Crianças correm por entre uma multidão de pessoas cheias de saco ao som de bugigangas e brinquedos barulhentos que fazem inveja a qualquer loja de chineses. Muitas tendas estavam montadas hoje e vendia-se todo o tipo de coisas, desde roupa, fruta, brinquedos, acessórios, plantas, animais, e quem sabe até “algo mais”. Algumas pessoas comentavam entre elas que nunca tinham visto a feira com tanta gente, fossem vendedores ou clientes.
Numa das tendas que por lá se encontravam, podia-se ver imensa gente em busca dos seus artigos. Elas empurravam-se e gritavam para conseguir os produtos que desejavam. Os habituais clientes perguntavam-se porque havia ali tanta gente.


Pascoal: Calma meus senhores, há produtos que cheguem para todos.

Pascoal acordara bem cedo para vender hoje na feira ao lado do seu amigo, o cigano Toninho. Todas as semanas eles vinham para esta feira, sempre no mesmo lugar que tanto lhes custou a ganhar. Habitualmente vendem algumas peças de roupa e outras bugigangas, mas hoje era diferente. Desde que Pascoal entrara na VLL, a procura de artigos relacionados à promotora não param de crescer.

Pascoal: Vamos lá despachar isto minha gente, antes que a polícia chegue! Não tenho permissão para vender este tipo de artigos, portanto quero despachar isto! (agora murmurando) Da última vez que a Yara e o Júnior tentaram vender o que não era seu, deu mau resultado…

Uma senhora “forte” de avental e chinelos dos dedos vai empurrando o resto dos clientes para se chegar à frente e dirige-se a um produto que lhe chama à atenção.

Senhora 1: Pascoal, o que é este produto aqui? Parece leite…

Pascoal: É leite, sim senhora. Leite da vaca Miquelina. Vais levar uma garrafinha?

Senhora 1: Nunca provei leite açoriano. Podes meter duas garrafitas…

Pascoal coloca as garrafas num saco e entrega à senhora.

Pascoal: Aqui estão. Quadro garrafas de leite da Miquelina para esta senhora. Pode pagar ali ao Toninho.

A senhora pega na seca e sai dali para ir pagar junto do cigano Toninho.

Pascoal (gritando para vender o seu “peixe”): Olha a bota que o Petrov usou no Dinastia! Olha a bota do Petrov!

O miúdo com cerca de 12 anos aproxima-se curioso da banca de Pascoal. Por entre as roupas penduradas, há um artigo que lhe chama a atenção…

Miúdo 1: Pascoal, ainda não estamos no ‘halloween’, que más cara é essa?

Pascoal: É uma máscara do ChaZZ. Vais levar uma?

Miúdo 1: Hmm… Não tens uma máscara do Camaleão?

Pascoal: Desse não. Mas tenho uma máscara nova que roube… ahrg… que comprei. Parece um tubarão. Tubaralho ou o caralho. Não sei bem.

Pascoal entra na carrinha que sustentava a sua tenda e trás de lá uma máscara de tubarão.

Pascoal: Vê lá se gostas…

Miúdo 1: Hmm… quanto queres por ela?

Pascoal: Hmm… 10 euro!

Miúdo 1: Fogo, é muito!

Pascoal: Não é nada, tens de me dar uma ajudinha neste tempo de crise.

Pascoal baixa-se e pega num artigo que estava guardado numa caixa de cartão.

Pascoal: Para não ficares muito chateado toma lá este cachecol do Benfica autografado pelo Tó Zé.

Miúdo 1: Mas eu sou do Sporting…

Pascoal: Pega nesta merda e pagas ali ao Toninho!

Pascoal observa o miúdo retirar-se e confirma se ele efetua o pagamento a Toninho.

Pascoal (gritando para atrair público): Olha a cueca com a cara do campeão! Olha a cueca do “Raian Anjel”! 5 euro! Pague 5 leve 3!

Chegava a hora de almoço e os clientes começavam a abandonar a feira. Visto isto, Pascoal decide retirar-se uns momentos para fumar um cigarro, afinal de contas ele esteve a trabalhar a manhã inteira. O cigano afasta-se da feira e encosta-se a uma árvore de frente para um café. Saca do cigarro e do isqueiro e começa a desfrutar deste momento de pausa.
Enquanto desfruta do seu merecido cigarro, dois miúdos ciganos passam a correr à sua frente.


Pascoal: Ei, ei, vocês… venham aqui.

Os miúdos, conhecidos de Pascoal, vão ter com o lutador da VLL.

Pascoal: Conseguiram juntar muitas moedas?

Ciganinho 1: Não, as pessoas quase não nos deram moedas.

Ciganinho 2: Como tu agora combates na VLL as pessoas dão-nos menos dinheiro.

Pascoal: Mas continuem a insistir! Sigam o meu conselho e peçam ao pé da igreja. Quando eu era miúdo como vocês conseguia sacar mais moedas aí. Vão lá, não me desiludam.

Ciganinho 1: Olha lá Pascoal, quando passamos pelo quiosque lemos no jornal que um lutador te desafiou.

Pascoal: Foda-se, andaram a gastar dinheiro no jornal?

Ciganinho 2: Não, roubamos quando a senhora não nos via.

Pascoal: Dá cá isso!

O lutador aproxima-se dos dois miúdos e tira-lhes o jornal com alguma agressividade. Desfolha algumas página até encontrar o que lhe interessa.

Pascoal: Mas quem é este Felps? Eu nem sei quem ele é nem porque quer combater comigo! E o que é esta merda do “tu”… “tu”… “tuiter”?

Ciganinho 1: É da internet.

Pascoal: Foda-se e agora? Eu não tenho computador…

Pascoal olha para o café que se encontrava em frente à árvore onde estava encostado. O lutador observa uma senhora a tomar um café com o computador ao lado. Aparece um sorriso na cara do cigano lutador.

Pascoal (com um sorriso na cara e com o olhar fixo no computador da senhora): Miúdos, preparem-se… Façam como vos ensinei…



Mais tarde no acampamento cigano…

Ciganinho 1: Fomos incríveis! Parecíamos ninjas!

Ciganinho 2: O Pascoal é o maior!

Pascoal chegava ao seu acampamento depois de vender na feira. Debaixo do seu braço trazia o computador da senhora que sossegadamente tomava café.

Pascoal: Miúdos aprendam, eu não duro sempre.

Os três caminham pelo acampamento e pelo caminho aparece o cigano Toninho. O amigo de Pascoal vai ter com ele, com uma cara não muito contente…

Toninho: Caralho Pascoal, estás a gozar com a minha cara? Abandonas-me a meio de um dia de feira? Foste outra vez observar a Carmen a dançar?

Pascoal: Cala-te, Toninho! Eu fui fazer uma coisa muito importante! Agora cala a boca e vem aqui ajudar-me.

Os quatro sentam-se numa mesa e ligam o computador.

Toninho: Um computador? Onde foste rouba-lo?

Pascoal: E quem te disse que este computador é roubado?!

Toninho: Tem flores como imagem…

Pascoal: Bah… Miúdos ajudem-me a responder ao tal Felps…

Ciganinho 1: Não temos net aqui…

Pascoal: Não temos porquê? Ainda há dias roubei fios de cobre?

Ciganinho 2: Esses já não dão. Agora só mesmo para a sucata…

Pascoal: Caralho, então como é que eu respondo a ele?

Os quatro ficam a olhar uns para os outros sem nenhuma resposta para dar.

Pascoal: Foda-se o computador, já sei o que vou fazer…




No dia seguinte, parque de estacionamento da sede da VLL…

Pascoal: Onde é que ele está? Eu vi-o a entrar…

Pascoal anda pelo parque de estacionamento à procura do carro de Felps… Ao fim de poucos minutos de procura, finalmente encontra o veículo do lutador brasileiro.

Pascoal: Cá está ele. Vou-te deixar este papelinho, mas primeiro vou-te roubar a antena do carro. Hoje já não ouves MegaHits quando fores para casa, filho da puta…

Pascoal tira a antena do carro de Felps e coloca-a no bolso de trás das calças. Pega num pequeno papel que trazia no bolso da camisa e deixa-o preso ao para-brisas.

keres 1 combate filho da puta? tas fodido

vote apaniar as cuecas e vendelas na feira a 5 euro

nao te dou o dineiro teins de cumprar oculus novus ce eu vensere
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